A corrosão em equipamentos de mineração é um desafio constante para a engenharia de manutenção. Falhas na integridade dos ativos geram paradas imprevistas e comprometem a segurança operacional de toda a planta de beneficiamento.

Diante desse cenário severo, a escolha da proteção anticorrosiva define o sucesso ou o fracasso do planejamento técnico. O objetivo primário é aplicar soluções que devolvam a confiabilidade estrutural, evitando manutenções corretivas recorrentes.

Neste artigo, você entenderá como proteger seus ativos de forma definitiva. Apresentaremos as melhores práticas e um caso real de sucesso, evidenciando como a tecnologia correta pode estender consideravelmente a durabilidade dos seus tanques industriais.

Por que a corrosão é um problema na mineração?

As plantas de mineração processam minérios utilizando compostos altamente reativos. A presença de umidade e agentes químicos agressivos cria uma condição perfeita para o desgaste severo das ligas metálicas.

Para combater esse problema, é preciso focar na integridade do equipamento. O projeto de engenharia deve contemplar tecnologias capazes de restabelecer a geometria original e garantir a confiabilidade da operação ao longo dos anos.

Impactos da corrosão em tanques e outros equipamentos

Tanques de armazenamento e processamento químico perdem espessura de forma progressiva. Esse desgaste estrutural gera furos e vazamentos, colocando a operação em risco imediato.

Quando o aço carbono atinge a espessura mínima tolerada, o ativo entra em estado de falha crítica. Caso a proteção interna não seja restaurada, a única alternativa técnica é a substituição integral do equipamento.

Principais fatores que aceleram a corrosão em ambientes de mineração

O uso de reagentes fortes para lixiviação e separação de minérios é o grande responsável pela degradação metálica. Soluções alcalinas e ácidas atacam as paredes dos tanques rapidamente.

O fluxo constante de fluidos agrava a situação, combinando erosão mecânica com ataque químico. Além disso, as altas temperaturas dos processos químicos aceleram as taxas de perda de espessura de projeto.

Riscos operacionais e financeiros associados à corrosão

Um equipamento inoperante significa a paralisação de uma linha inteira de processamento. Os prejuízos causados pelo tempo de inatividade frequentemente ultrapassam o custo de aquisição do próprio tanque.

Somam-se a isso os perigos ambientais e de segurança do trabalho. Vazamentos de fluidos tóxicos podem resultar em autuações de órgãos ambientais e colocar as equipes de campo em perigo iminente.

Comparativo: métodos convencionais vs. revestimentos Belzona

A indústria utiliza diversas metodologias para tentar barrar a perda de material. Contudo, em ambientes altamente agressivos, é preciso analisar a verdadeira eficácia técnica de cada procedimento.

Limitações de métodos tradicionais de proteção

A substituição de chapas metálicas e o uso de soldagem demandam longas horas de paralisação. O procedimento exige licenças para trabalho a quente e complexas rotinas de segurança.

Sistemas de pintura industrial convencionais falham prematuramente quando expostos à imersão contínua em fluidos severos. Tais revestimentos sofrem delaminação e permitem que o ataque químico alcance o substrato metálico.

Como o Belzona 5811 supera desafios convencionais

Os polímeros da Belzona foram projetados para resistir onde sistemas comuns falham. O Belzona 5811 (Immersion Grade) forma uma película protetora de extrema durabilidade e confiabilidade.

A aplicação ocorre diretamente na superfície preparada, curando à temperatura ambiente. Destacam-se as seguintes vantagens desta solução de alta performance:

  • Resistência química avançada: produto especialmente formulado para atuar sob imersão contínua em soluções aquosas agressivas.
  • Menor tempo de aplicação e cura: o material polimeriza a frio, permitindo o retorno ágil da unidade processadora.
  • Custo-benefício em longo prazo: previne trocas custosas de equipamentos e reduz sensivelmente o índice de intervenções corretivas.

Caso real: como a Hita protegeu um tanque de cianeto de sódio

O desafio enfrentado: corrosão severa em tanque de cianeto

Em uma mineradora , o tanque, utilizado para o armazenamento de cianeto de sódio, demandava proteção interna urgente. Devido às condições agressivas de operação , trechos do piso e do costado já apresentavam desgaste e precisavam de uma barreira efetiva contra a corrosão.

Etapas do processo: aplicação do Belzona 1121 e 5811

O serviço foi executado em apenas quatro dias, com acompanhamento integral da supervisão técnica da Hita. O processo a frio seguiu rigorosamente as seguintes etapas:

  • Preparação da superfície com jato abrasivo: o substrato de aço carbono foi jateado a seco até atingir o padrão de metal quase branco NACE 2 (Sa 2 ½).   
  • Suavização de cantos vivos com Belzona 1121: após a limpeza da área com álcool a 98% , a massa de engenharia Belzona 1121 foi aplicada para preencher alvéolos e suavizar cantos vivos estruturais.
  • Aplicação em camadas do Belzona 5811: o revestimento protetor Belzona 5811 foi aplicado sobre toda a superfície interna demarcada.
  • Inspeção com holiday detector: após a cura, realizou-se a inspeção final via seca com holiday detector para atestar a ausência de microfuros na película.
Suavização de cantos vivos com Belzona 1121.
Suavização de cantos vivos com Belzona 1121.
Início da aplicação Belzona 5811.
Início da aplicação Belzona 5811.
Tampa após aplicação da 1ª Camada.
Tampa após aplicação da 1ª camada.
Finalização com Belzona  5811.
Finalização com Belzona 5811.

Resultados alcançados:

A intervenção técnica eliminou a necessidade de trabalhos a quente e entregou o equipamento protegido no prazo estipulado. Os principais ganhos para a mineradora foram:

  • Redução do tempo de parada: o serviço concluído em curto prazo permitiu a liberação ágil do tanque para a operação.
  • Economia financeira comprovada: a recuperação das áreas danificadas evitou a substituição de chapas do costado e do piso.
  • Aumento da vida útil do equipamento: o sistema Belzona 5811 isolou o aço carbono do contato direto com o cianeto de sódio, estancando a corrosão e devolvendo a confiabilidade ao ativo.
Serviço finalizado Belzona 5811.
Serviço finalizado Belzona 5811.
Processo de inspeção final com Holiday Detector.
Processo de inspeção final com Holiday Detector.

Benefícios dos revestimentos Belzona para a indústria de mineração

Selecionar a tecnologia certa eleva o padrão da sua operação. O portfólio Belzona entrega confiabilidade plena, superando com facilidade os desgastes típicos do beneficiamento.

Alta resistência a produtos químicos agressivos

As formulações em resina de alta densidade bloqueiam agentes cáusticos e ácidos presentes nas etapas de extração. Essa proteção estabiliza o equipamento contra agressões químicas constantes.

Durabilidade em condições de operação

O compósito não delamina e mantém elevada ancoragem mecânica mesmo sob movimentação contínua de fluidos. A aderência é garantida pelo rigor no perfil de rugosidade do preparo inicial.

Redução de custos com manutenção corretiva

A proteção adequada ataca o problema em sua raiz, blindando o substrato contra falhas futuras. A consequência direta é um orçamento de manutenção previsível e focado em melhorias, não em apagar incêndios.

Solicite agora uma avaliação técnica e descubra como proteger seus equipamentos com Hita e Belzona

Adiar o reparo acelera a destruição das paredes e pisos dos seus tanques industriais. Proteger ativamente os metais garante alta disponibilidade e máxima competitividade no mercado de mineração.

Nossos especialistas contam com conhecimento aprofundado para mapear e tratar as degradações da sua unidade processadora. A Hita possui a estrutura ideal para especificar e aplicar os sistemas de reparo exatos.

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